
A adaptação do Rio Grande do Sul à mudança do clima não só precisa de soluções, como também de integração de esforços. Pensando em evitar dispersão de propostas e viabilizar novas, será apresentada durante o South Summit Brazil 2026, que ocorre entre os dias 25 e 27 de março em Porto Alegre, uma iniciativa que pretende reunir os setores privado e público, academia e organizações da sociedade civil para fortalecer a cooperação técnica e institucional voltada à resiliência climática.
A Coalizão RS é articulada desde o segundo semestre do ano passado e dá continuidade ao Regenera RS, transformando o impulso inicial de reconstrução e regeneração em trabalho estruturado e de longo prazo para preparar o Rio Grande do Sul para os desafios relacionados ao clima.
— Para 2026, nossa meta é destravar cerca de R$2 bilhões em projetos voltados à resiliência climática e à preparação do Estado para enfrentar eventos extremos com mais planejamento e capacidade de resposta — afirma Tarso Oliveira, diretor-executivo da Coalizão RS.
Com modelo de atuação apartidário e governança colaborativa, a iniciativa organiza suas ações em três frentes principais: viabilização de projetos prioritários de reconstrução e adaptação, consolidação e transparência de dados por meio de observatório e plataforma digital, e acompanhamento de políticas públicas. A proposta é antecipar riscos, qualificar o planejamento urbano e regional, fortalecer a infraestrutura e preparar cidades, empresas e comunidades para lidar com a mudança climática.
*Colaborou João Pedro Cecchini




