
A decisão dos 32 países-membros da Agência Internacional de Energia (AIE) de liberar 400 milhões de barris de petróleo de seus estoques estratégicos para o mercado não provocou mudanças na cotação internacional do barril. Desde o "grito" do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sugerindo que a guerra estaria perto do fim, o tipo brent, referência internacional, orbita a casa dos US$ 90, com oscilações diárias para cima e para baixo.
Embora o volume corresponda a mais do que o dobro dos 182 milhões de barris liberados em 2022, depois da invasão da Ucrânia pela Rússia, também equivale a quatro dias de consumo global de petróleo., hoje na casa de 100 milhões de barris por dia (bpd).
Por isso, analistas entendem que será insuficiente para compensar as perdas no abastecimento decorrentes de uma guerra prolongada no Oriente Médio. É claro que a AIE sabe disso melhor do que qualquer analista. Mas como a frase pouco crível de Trump teve muita efetividade, não custava tentar.
Conforme a consultoria Macquarie, a liberação corresponde ainda a 16 dias do volume de petróleo bruto que transita pelo Golfo. "Se não parece grande coisa, é porque não é", ponderam os analistas. A falta de efetividade, nesse caso, é comparada à do anúncio da Opep no segundo dia dos ataques, também de pequeno aumento de produção – e ainda a partir de abril.

