
Depois de passar dois dias dentro da "banda da guerra", ao redor de US$ 90, o petróleo voltou para a casa de US$ 100 nesta quinta-feira (12). Às 17h, a cotação do barril do tipo brent, referência internacional, estava em US$ 101,47. Com isso, a alta do último dia útil antes dos ataques até agora volta para a casa de 40%.
A disparada desta quarta-feira foi atribuída novos ataques do Irã a navios no entorno do Estreito de Ormuz e instalações energéticas. O fechamento da rota pela qual passa cerca de um quinto do tráfego global de petróleo, somado à redução da produção de petróleo em países do Oriente Médio segue pressionando os preços.
Com aumento de incerteza sobre o fim do conflito, o dólar subiu 1,62%, para R$ 5,242. O principal índice da bolsa de valores brasileira (B3), o Ibovespa, despencou 2,55%, perdendo o nível de 180 mil pontos.
No mercado financeiro doméstico, o dado oficial da inflação de fevereiro também pesou. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do mês passado acelerou 0,7%. O avanço nos preços ficou acima das expectativas do mercado e alimentou a percepção de corte de juro menor, de apenas 0,25 ponto percentual, na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que ocorre na próxima quarta-feira (18).
*Colaborou João Pedro Cecchini





