
A montanha-russa do petróleo virou mesmo carrossel: desde o "grito" de Donald Trump, a cotação do barril sobe e desce em um intervalo entre US$ 86 e US$ 94. Nesta quarta-feira (11), nem o anúncio da liberação de 400 milhões de barris de petróleo dos estoques estratégicos de 32 países provocou mudança significativa. Um dos motivos é o fato de que, mesmo sendo uma grande quantidade, corresponde apenas a quatro dias do consumo global.
Às 17h, o tipo brent, referência internacional, estava cotado a US$ 92,15, resultado de "disparada" de 4,95%, que só faz sentido ante o "afundamento" de 7% da véspera. Na prática, segue na "banda de guerra".
Em sinal de que os investidores percebem esse "modo pausa", o mercado financeiro no Brasil aderiu. O dólar oscilou 0,04% para cima e fechou em R$ 5,159. A bolsa, mesmo com forte alta nas ações da Petrobras, só se moveu 0,28%, também para cima.
Mais movimentada foi a variação dos juros futuros, que tiveram forte alta com o mercado reavaliando as apostas para a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) da próxima semana. O que era certeza de corte de 0,5 ponto percentual virou dúvida até de se vai haver alguma redução.




