
A montanha-russa que fez o preço do petróleo variar 20 pontos percentuais entre a noite de domingo e o final da tarde de segunda virou um carrossel. Nesta terça-feira (10), a cotação do barril foi embalada na suavidade. Os agentes esperam os sinais do "fim da guerra" prometido na véspera pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. É intrigante que, mesmo diante de ataques mais intensos e de informações desencontradas sobre a possibilidade de encerramento do conflito, o "grito" dado por Trump ainda ecoe.
No site da ICE, consta uma baixa de 7,9% no brent, referência global de óleo cru. Mas essa variação retrata mais o peculiar funcionamento dessa bolsa londrina – que só deixa de operar em duas das 24 horas do dia – do que os custos dos compradores de petróleo. Esse é um momento em que não basta ver o resultado, é preciso entender como é formado. O que de fato importa é que, às 17h desta terça, o barril está cotado a US$ 91,14, pouco acima do valor registrado às 18h da véspera e 26% acima do dia anterior ao início da ofensiva de EUA e Israel ao Irã.

Se com o petróleo em disparada o mercado de câmbio no Brasil não se abalou, com esse "modo pausa" o dólar oscilou mais 0,15% para baixo, e fechou em R$ 5,157. Exportador líquido de petróleo tem moeda mais forte nessas horas. A bolsa aproveitou a parada para reagir e sobe 1,2%, para 183 mil pontos, ainda longe das máximas nominais históricas.
Passadas 24 horas da sinalização de de Trump de que o conflito estaria perto do encerramento, não há qualquer sinal apontando para esse desfecho no curto prazo. Pela manhã, o secretário "da Guerra" dos EUA, Pete Hegseth, disse "não vamos ceder até que nosso inimigo seja derrotado" (confira a citação aqui). Horas depois, disse que Trump definiria a hora de interromper os ataques. A grande dúvida, agora, é se o grito de Trump vai ecoar no vácuo de sinais de fim da guerra – metaforicamente, já que na vida real isso é impossível.





