
Depois de passar quase uma semana ao redor do patamar de US$ 100, o petróleo encostou no nível de US$ 110 nesta quarta-feira (18). Às 17h, o barril do tipo brent, referência internacional, estava cotado a US$ 109,8, alta de 6,17%, com ameaça do Irã de intensificar os ataques a instalações de energia no Oriente Médio.
Após o Federal Reserve (Fed, banco central dos Estados Unidos) optar por manter o juro americano na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano pela segunda vez consecutiva, o dólar subiu 0,9%, para R$ 5,246. Pouco antes da decisão, a moeda americana chegou a descer a R$ 5,19. O principal índice da bolsa de valores brasileira (B3), o Ibovespa, apagou seu bom desempenho e fechou com queda de 0,43%, para 179,6 mil pontos.
Em entrevista coletiva, o presidente do Fed, Jerome Powell, afirmou que os dirigentes do banco central americano consideram "importante manter a política monetária levemente restritiva, ou próxima disso". O mercado observou esse trecho como uma indicação de que o juro nos EUA pode permanecer inalterado por mais tempo, interpretação que ajudou a empurrar investidores ao dólar.
No Brasil, o mercado aguarda a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC). A maioria das apostas indica corte de 0,25 ponto percentual no juro básico, que está em 15%. Mas não está descartada a manutenção da Selic no maior patamar desde julho de 2006.
*Colaborou João Pedro Cecchini





