
Menos afetado do que outras moedas emergentes desde o início da guerra no Oriente Médio, o real sentiu o abalo, nesta sexta-feira (13) de uma onda de aversão global ao risco. O dólar subiu 1,37%, para R$ 5,314, maior patamar em cerca de dois meses.
A percepção de que a guerra no Irã será longa manteve alta a cotação do petróleo, que no final da tarde era cotado a US$ 103,39. Conforme a consultoria especializada Rystad, a paralisação da produção no Golfo Pérsico pode reduzir o processamento de óleo bruto em 70% se a guerra entre EUA e Irã se prolongar. Com o Brasil adotando medidas – as destinadas a amortecer o repasse e o reajuste do diesel, nesta sexta-feira, o mercado doméstico refez as contas sobre o impacto da guerra no país.
Como agora está estabelecido que não virá o corte de 0,5 ponto percentual na reunião Comitê de Política Monetária (Copom) da próxima semana, foi preciso recalibrar apostas. Agora, a maior probabilidade é de uma poda cosmética 0,25 ponto, com risco até de manutenção da Selic. A correção afetou o real e outros indicadores. O principal índice da bolsa de valores local (B3), o Ibovespa, caiu 0,91%, para 177,6 mil pontos.
O Ibovespa perdeu cerca de 10 mil pontos desde o início da guerra deflagrada por ataque conjunto de Estados Unidos e Israel contra o Irã, depois de uma longa série de recordes nominais. No fechamento desta semana, chegou ao menor patamar em cerca de dois meses.
*Colaborou João Pedro Cecchini



