
Dois dias depois que a coluna publicou a informação de que a Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGNF) pediu a falência da Embanor Artes Gráficas, produtora de embalagens de Bento Gonçalves, na 4ª Região à Vara Regional da Comarca de Caxias do Sul, a empresa se manifestou por meio de do escritório Atom Advogados.
Em nota enviada a coluna, o representante legal afirma que "após um período de necessidade de investimento em maquinário e equipe comercial para aprimorar a qualidade de seus serviços e aumentar sua receita, a companhia assumiu dívidas que foram devidamente declaradas à Receita Federal".
Esse é um ponto abordado pela PGFN: a empresa declara, mas não quita. Assim, as pendências saltaram de R$ 16 milhões para cerca de R$ 34 milhões em apenas dois anos. O escritório de advocacia, porém, afirma que "a partir de 2023, a companhia passou a retornar boa parte do valor devido e, hoje, se encontra com pendência apenas com o fisco federal". Foi o relato da Procuradoria.
Por fim, a nota afirma que "o pedido de falência não mudará a trajetória da companhia de continuar a atuar com responsabilidade". Ainda afirma que "a Embanor é uma empresa sólida, com 50 anos de mercado, e segue em pleno funcionamento, além de estar à disposição para esclarecer qualquer dúvida da Procuradoria".
Conforme Jorge Bittencourt, procurador da Fazenda Nacional que atua no caso, o objetivo do pedido de falência não é interromper as atividades, ao contrário. Primeiro, tenta assegurar o encerramento formal e evitar um informal, que prejudique não só o Fisco, mas outros credores.




