
Pois é, ainda não terminou. A liquidação extrajudicial do Banco Master Múltiplo é o sexto impacto que envolve empresas do ecossistema de Daniel Vorcaro e seu entorno. E deve ser o de menor efeito para o sistema financeiro, porque não captava recursos. Isso significa, por exemplo, que não vai demandar mais recursos do já dilapidado Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
O papel do Master Múltiplo era o de conexão entre a estrutura controlada por Vorcaro e o Will Bank, liquidado em 21 de janeiro. Era controlador direto da financeira que atuava com nome de "bank", mecanismo vedado em novas regras do Banco Central para fintechs.
O Múltiplo estava sob Regime de Administração Especial Temporária (Raet) desde 18 de novembro de 2025, dia da liquidação extrajudicial do Master. A aplicação do Raet costuma ser temporária, com duração de 120 dias. O prazo venceria na quarta-feira (18).
Os seis elos quebrados
Banco Master: principal instituição de Vorcaro, famosa por CDBs com remuneração acima do mercado, liquidado em 18 de novembro de 2025.
CBSF (ex-Reag): também investigada na Carbono Oculto, por suspeita de blindar recursos de facção criminosa, liquidada em 15 de janeiro de 2026.
Will Bank: financeira apresentada como banco digital controlada pela Master Múltiplo, liquidado em 21 de janeiro de 2026.
Fictor: duas empresas do grupo que compraria o Master na derradeira tentativa de venda entraram em recuperação judicial em 2 de fevereiro de 2026, depois outras divisões pediram inclusão na medida.
Pleno: banco comprado por Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro, e liquidado em 18 de fevereiro de 2026.
Master Múltiplo: o mais recente, que era o controlador do Will Bank, liquidado em 17 de março de 2026.




