
Em meio à especulação sobre uma greve de caminhoneiros, o mercado financeiro desacelerou o bom desempenho no final da sessão desta terça-feira (17). Ainda assim, o dólar caiu 0,58%, para R$ 5,199, e o principal índice da bolsa de valores brasileira (B3), o Ibovespa, avançou 0,3%, para 180,4 mil pontos. A suposta mobilização ocorreria nos próximos dias, em reação ao aumento no preço do diesel que foi amortecido com medidas extraordinárias.
Donald Trump tentou mais uma vez derrubar o petróleo no grito ao dizer que os EUA vão deixar a operação militar no Irã "em um futuro muito próximo". No entanto, a cotação do barril do tipo brent, referência internacional, oscilou mas não cedeu. Alcançava US$ 103,71 às 17h desta terça-feira.
No mercado doméstico, a alta no petróleo ajudou a sustentar a oscilação positiva do Ibovespa. As ações da Petrobras, que têm participação relevante no índice, subiram 1,76%. Como o Brasil é exportador líquido de petróleo, o barril mais elevado também favoreceu a valorização do real.
Pelo segundo dia consecutivo, o Tesouro Nacional interveio no mercado de títulos públicos. Recomprou papéis prefixados e indexados à inflação por cerca de R$ 16,5 bilhões. Como a coluna relatou, operações desse tipo servem para equilibrar o mercado de juros futuros, afetado pela recalibragem de apostas sobre o ajuste da Selic com a guerra no Oriente Médio.
Na última sexta-feira (13), os juros futuros tiveram forte alta. O Tesouro recomprou títulos públicos na última segunda-feira (16) e voltou a fazê-lo nesta terça-feira. Ajudou a reduzir o estresse nos juros futuros, movimento que também levou bom humor aos demais indicadores.
*Colaborou João Pedro Cecchini


