
Sem qualquer certeza sobre os rumos da guerra no Irã e em meio ao debate de discussões complexas como adoção de estoque estratégico de petróleo ou mecanismo de estabilização de preços de combustíveis, o governo federal estuda um "pacote antiguerra" com medidas de curto prazo, mais efetivas para conter o impacto econômico da guerra.
Seria o Plano Brasil Soberano 2, com linha de crédito de R$ 15 bilhões para socorrer setores e empresas afetados pela guerra no Oriente Médio e pelas novas tarifas dos EUA. Seriam R$ 10 bilhões do Orçamento e R$ 5 bilhões do Fundo de Garantia à Exportação (FGE), com recursos que sobraram do programa anterior, criado para combater o tarifaço.
Uma das alternativas seria o aumento do alcance da subvenção para produtores e importadores de diesel já criada, com limite de R$ 10 bilhões, na primeira medida adotada para atenuar o impacto da guerra. O que acomodaria gastos extras seria a previsão de aumento da arrecadação para o Tesouro com o aumento do preço à alta do petróleo.
O Brasil é o sétimo maior produtor de petróleo do mundo. As empresas que atuam no segmento – Petrobras, empresas privadas nacionais e estrangeiras –, são obrigadas a fazer vários tipos de remuneração ao poder público. Nas operações de pré-sal, que hoje correspondem a 80% do total produzido no país, entregam à União parte do óleo bruto ou gás extraídos, que são vendidos e geram receita. Nas demais áreas, pagam royalties a União, Estados e municípios. Quando há grande produtividade, ainda existe outro pagamento, chamado de "participação especial", também só para a União.
Em prazo mais longo, um dos objetivos do Brasil Soberano 2 seria reduzir a dependência de fertilizantes. Esse tipo de iniciativa foi muito debatida depois da invasão da Ucrânia pela Rússia, mas acabou deixada de lado depois que acordos permitiram a retomada das importações da região.



