
Quase três meses depois dos primeiros sinais, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, confirmou nesta terça-feira (10) que está deixando o Ministério da Fazenda na próxima semana. Mas fez questão de deixar claro que ainda não foi convencido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva a disputar o governo de São Paulo contra o favorito Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Se conseguir fazer valer sua vontade em ao menos um ponto, seu substituto será Dario Durigan, que deixou uma posição de executivo no WhatsApp (parte do Meta de Mark Zuckerberg) para assumir o posto de secretário-executivo deixado por Gabriel Galípolo quanto foi para o Banco Central (BC).
Ao contrário de Lula, Haddad preparou o sucessor com cuidado. Durigan estava quase sempre a seu lado em manifestações, foi solicitado a substituir o ministro em momentos importantes e levado ao presidente para ganhar sua confiança. No mercado, é visto como um seguidor das atuais estratégias, ainda que com menos força para tentar manter algum equilíbrio fiscal. Mas ainda carrega o currículo que, em boa parte do governo, provoca muxoxos.
É muito improvável, no entanto, que produza alguma reviravolta em ano eleitoral. Mas se Haddad, que é um petista histórico, já enfrentava resistência na ala mais radical do partido, Durigan enfrentará ainda mais desconfiança interna.
A relação entre Haddad e Durigan foi construída na prefeitura de São Paulo. Quando o ainda ministro administrava o maior município do Brasil, o potencial futuro foi seu assessor especial de 2015 a 2016. Também atuou como coordenador de projetos do Departamento de Gestão Estratégica na Advocacia Geral da União (AGU) entre março de 2010 e agosto de 2011 e foi assessor da subchefia para Assuntos Jurídicos da Casa Civil entre setembro de 2011 e outubro de 2015. Em janeiro de 2020, tornou-se líder de políticas públicas do WhatsApp no Brasil.




