
A delegação do Brasil "causou" na abertura das Olimpíadas de Inverno, que teve desfiles nas duas sedes oficiais – Milão e Cortina d'Ampezzo – e até em cidades menores que recebem parte das competições. Parte foi desempenho, com atletas dançando passinho e fazendo saltos mortais, parte foi a merecida honra dada Rebeca Andrade. Mas boa parte parte foi pelo estilo.
O longo e largo casaco branco usado pelo esquiador brasileiro-norueguês Lucas Pinheiro Braathen – com uma réplica um pouco mais curta usada por Nicole Silveira em Cortina –, foi creditado por muita gente apenas à grife italiana que patrocina o atleta, a Moncler. Mas a própria marca esclareceu, em suas redes sociais, que teve "mão gaúcha" o frisson provocado no momento da primeira abertura do agasalho, que por dentro estampava a bandeira do Brasil:
"Esporte e estilo convergem em looks co-projetados com o renomado designer brasileiro Oskar Metsavaht, cuja experiência pessoal nos esportes de inverno se funde perfeitamente com o espírito criativo do Brasil e o DNA da montanha Moncler".
O "renomado designer", afinal, nasceu em Caxias do Sul. Nos anos 1980, quando convidado para participar de uma expedição de alpinistas no monte Aconcágua, o pico mais alto da América do Sul, percebeu que no Brasil não havia roupas adequadas para tanto frio enquanto arrumava as malas.
Por isso, Metsavaht quis desenvolver um novo tecido impermeável. Em 1989, abriu a primeira loja em Búzios (RJ) para vender roupas de frio. Em peças como camisetas, bermudas e tênis, passou a aliar design, arte e sustentabilidade, usando matérias-primas como pele de pirarucu, juta da Amazônia, látex e algodão orgânico. Em 2012, vendeu parte da grife à Alpargatas, depois o controle.





