
Na quinta-feira (26), surgiu a tese de que as negociações entre Estados Unidos e Irã haviam avançado de forma positiva. Nos EUA, chegou a circular a versão de que os iranianos teria aceito restringir o enriquecimento de urânio a 5%. O mercado de petróleo, porém não reagiu com entusiasmo.
Ao contrário, nesta sexta-feira (27), a cotação do barril do tipo brent dispara 3,2%, diante de sinais de que as tratativas não foram assim tão amistosas. Está em US$ 73, a mais alta desde outubro de 2024. Isso ocorreu depois que o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, pediu que os EUA abandonem "exigências excessivas" para alcançar um acordo.
Os relatos são de que Washington exige total desmantelamento dos complexos de Fordow, Natanz e Isfahan – já atacados pelos americanos – e a entrega de todo o estoque de urânio enriquecido. Os iranianos descartam o fim definitivo do enriquecimento e a desmontagem das instalações. Admitem uma suspensão temporária e limitada do programa nuclear.
Há uma nova rodada de negociações prevista para segunda-feira (2/3), mas a distância entre as posições parece grande para convergência em tão curto prazo. Segundo o jornal americano The New York Times, o presidente dos EUA, Donald Trump voltou a avaliar ataque limitado já nos próximos dias, se as tratativas não avançaram. O Irã, por sua vez, já ameaçou com uma resposta "feroz" a qualquer tipo de mobilização militar americana contra o país, indicando que pode atingir bases militares americanas no Oriente Médio.





