
O dólar já recuava antes de a Suprema Corte derrubar o tarifaço de Donald Trump. Antes que o mercado fechasse, o presidente dos Estados Unidos anunciou a decisão de substituir por outras as alíquotas que deixam de vigorar, mas nem isso interrompeu ou inverteu a trajetória.
A moeda americana caiu forte, 0,98%, para R$ 5,176, menor nível desde maio de 2024. Como na maior parte dos dias que têm animado o peculiar rally do mercado financeiro no Brasil, a percepção é mais de enfraquecimento do dólar do que fortalecimento do real.
O que existe é inquietação com os EUA, não entusiasmo com o Brasil. Não só há grande incerteza sobre como vai funcionar o comércio externo do país, também sobre os cerca de US$ 175 bilhões arrecadados desde abril de 2025. Um dos sinais foi a cotação do ouro, o mais extremo ativo de proteção contra riscos, que voltou a ter alta forte, de 1,67%, para fechar cotado a US$ 5.080 por onça-troy (cerca de 31 gramas).
A bolsa subiu 1,06% e alcançou patamar inédito de 190,5 mil pontos, acima do recorde nominal anterior, de 189.699 pontos, alcançado no dia 11 deste mês.
*Colaborou João Pedro Cecchini





