
Depois de uma segunda-feira (16) de voo quase às cegas, por Carnaval no Brasil e feriado nos Estados Unidos, as bolsas americanas voltaram a operar nesta terça-feira (17), mas andaram em ritmo de samba-canção, mais lento.
A bolsa de Nova York variou entre 0,07% (Dow Jones, o índice mais tradicional) e 0,1% (S&P 500, o mais abrangente). A Nasdaq também se moveu pouco, 0,14%. Deram poucas pistas para a retomada dos negócios no Brasil, prevista só para as 13h.
Outra vez, a mudança mais notável ocorreu no preço do petróleo. Depois da alta forte na véspera, por causa de um exercício naval do Irã no Estreito de Ormuz, a cotação do barril do tipo brent recuou 1,7%, para US$ 67,45, nesta terça-feira. O governo iraniano descreveu essa etapa de negociações indiretas como "mais construtiva" do que a anterior, realizada no início do mês.
Apesar desse sinal positivo, o líder líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, contra-atacou as ameaças verbais de Donald Trump.
— Eles continuam dizendo 'enviamos um porta-aviões em direção ao Irã'. É certamente um equipamento perigoso. Porém, mais perigoso do que o porta-aviões, é a arma que pode afundá-lo — disse Khamenei.
A frase foi atribuída à necessidade de dar satisfações ao público interno, mas tudo ainda está aberto. Conforme a Administração de Informações de Energia do governo americano, o Estreito de Ormuz é o ponto mais crítico de estrangulamento no trânsito de petróleo. Passa por Ormuz de 20% a 25% do tráfego naval de óleo e gás natural liquefeito.






