
A bolsa caiu 2,1% nesta quarta-feira (4), para 181,7 mil em um dia que essa forte reação o dólar imóvel: ficou nos R$ 5,25 da véspera. Cercados por avaliações de "bolha" na B3, depois de fortes altas, os investidores desfizeram posições na bolsa brasileira.
Analistas chegaram a citar, como um dos motivos do desabamento, a informação de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria aceito as indicações do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, para o Banco Central. Mas é pouco provável que essa informação só tivesse impactado a bolsa, já que não afetou o câmbio. Por isso, correção e realização de lucros – com uma pitada da suposta bolha – explicam melhor o movimento.
No Exterior, a incerteza voltou a fazer o preço do petróleo subir. Nesse caso, com a informação de que teria fracassado a tentativa de acordo nuclear entre EUA e Irã. A cotação do barril do tipo brent aumentou 1,8%, para US$ 68,58. O ouro, que na na véspera havia escalado 6%, variou mais 0,32% para cima.
Haddad indicou para as duas vagas abertas no BC desde 31 de dezembro o atual secretário de Política Econômica do ministério da Fazenda, Guilherme Mello, para a diretoria de mesmo nome, e Tiago Cavalcanti, professor da Universidade de Cambridge e da FGV-SP, para a de Organização do Sistema Financeiro. A rejeição foi concentrada no primeiro nome, embora o segundo também não entusiasme, exatamente pelo perfil mais acadêmico. O mercado gostaria mais, claro, de alguém... do mercado.



