
Uma queda de 20% nas ações da PicPay, que fez final de janeiro a primeira oferta pública inicial de ações (IPO na sigla em inglês) em Nova York em mais de quatro anos, provocou uma mudança de rumo no lançamento do Agibank, fundado pelo gaúcho Marciano Testa.
A instituição financeira cortou o preço e o tamanho da operação para garantir a operação. O potencial original do IPO do Agibank era vender 43,6 milhões de ações a um preço unitário de US$ 15 a US$ 18. A oferta passou a ser de 20 milhões de ações por US$ 12 a US$ 13 cada, segundo comunicado.
Há relatos de que a subscrição, ou seja, a quantidade de ações para as quais foi manifestado interesse de compra, teria sido maior do que a oferta, ainda que os preços tenham ficado na faixa mais baixa.
Nomes de peso em Wall Street, como Goldman Sachs, Morgan Stanley e Citi, coordenaram a oferta de ações do Agibank. A estreia do banco de origem gaúcha na bolsa de Nova York está agendada para ocorrer na quarta-feira (11) sob o ticker (código usado nas negociações) AGBK.
Marciano Testa nasceu em Fagundes Varela, município da serra gaúcha com cerca de 2,5 mil habitantes. Começou a trabalhar aos oito anos e abriu sua primeira empresa aos 16, em Caxias do Sul. Aos 23, fundou a Agiplan, financeira que distribuía produtos de outros bancos, como crédito, e que evoluiu para se tornar o Agibank. Hoje, a companhia tem 6,4 milhões de clientes, foco em baixa renda e sede em Campinas, para onde se mudou em 2021.
*Colaborou João Pedro Cecchini




