
Nesta segunda-feira (12) que começou tensa com uma nova ofensiva do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra o presidente do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), a cotação do petróleo chegou a ensaiar um leve recuo pela manhã, mas neste início da tarde já virou para alta moderada, ao redor de 0,4%.
Na semana passada, o preço do barril subiu até US$ 63, mas o movimento não teve relação com a invasão americana na Venezuela. O que está no foco do mercado de energia é a situação do Irã, que evoluiu de protestos relacionados à situação econômica para um desafio ao regime dos aiatolás.
Embora o governo do Irã afirme que tem total controle das manifestações, consideradas as maiores contra o regime nos últimos anos, ainda não há segurança sobre a veracidade dessas informações, por isso o alívio é pequeno. Pela manhã, os preços ainda estavam na casa de US$ 63.
A reação do mercado ao "risco Irã" provocou alta superior a 3% na semana passada, a maior para o período desde outubro. Nesse caso, existe uma preocupação além da preocupação com a produção de petróleo iraniana, a quinta maior do mundo em 2024, com 4,3% do total. Sempre que o país dos aiatolás se envolve em conflito, há temor de instabilidade no tráfego global da matéria-prima, porque o Irã controla o Estreito de Ormuz, onde passam 20% dos petroleiros que abastecem o mundo.




