
O ataque do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao presidente do Federal Reserve (Fed, banco central dos Estados Unidos) teve forte reação no início do dia que acabou amenizada no final do dia. Mas a cautela se mantém, com dólar e bolsa marcando passo no Brasil. O dólar oscilou 0,12% para cima, em R$ 5,372, e a bolsa também mal se mexe (0,02%), a pouco menos de uma hora do fechamento.
O ouro, que já vinha subindo desde a invasão da Venezuela, quebrou a barreira psicológica de US$ 4,5 mil por onça troy (cerca de 31 gramas) e já passou à próxima, passando de US$ 4,6 mil. Fechou com alta de 2,5% na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York, para US$ 4.614,70 por onça-troy, um recorde histórico. Aplicar em ouro é um movimento de proteção, ou seja, quando essa cotação sobe é sinal de que investidores temem desdobramentos negativos.
No entanto, depois de abrir em baixa, os dois principais índices da bolsa de Nova York (D&J, 0,07% e S&P 0,2%), conseguiram fechar no positivo, ainda que mal visível. A Nasdaq subiu 0,478%.
Ao enfrentar os ataques de Trump, Powell quebra a submissão nos círculos de poder dos EUA. Pode ser o início de uma reação interna aos extremos de Trump, com eventual efeito nas eleições de meio de mandato, que ocorrem em novembro próximo.
— A ameaça de acusações criminais é uma consequência de o Federal Reserve definir as taxas de juros com base em nossa melhor avaliação do que servirá ao público, em vez de seguir as preferências do presidente — contra-atacou Powell.





