
A semana que se seguiu à invasão dos Estados Unidos na Venezuela, que tem a maior reserva de petróleo do planeta, teve alta volatilidade na cotação do barril. Depois de cair abaixo de US$ 60, o tipo brent teve duas altas seguidas, na quinta e nesta sexta-feira (9), quando avançou mais 1,6%, para encerrar em torno de US$ 63.
Mas o foco não foi na América do Sul. Agora, há temor de que os protestos contra o regime dos aiatolás no Irã provoquem alguma interrupção na produção de óleo ou na circulação de petroleiros na região.
No Brasil, depois da tensão sobre o destino do petróleo venezuelano e ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a Colômbia, México e Groenlândia, o mercado financeiro encerrou a semana sob calma e até certo bom humor. O dólar recuou 0,44%, para R$ 5,365, enquanto a bolsa variou 0,27% para cima, em 163,3 mil pontos, a menos de uma hora do fechamento.
O que adoçou o fim da primeira semana completa do ano foi um dado da economia americana sem relação com geopolítica: a taxa de desemprego ficou em 4,4%, quase em linha com a expectativa dominante, de 4,5%. as projeções. Isso foi interpretado como sinal de que o mercado de trabalho dos EUA está mais fraco. Em tese, pode aliviar a inflação e voltar a criar espaço para o Federal Reserve (Fed, banco central americano) cortar o juro básico.




