
Depois de ter caído abaixo de US$ 60 depois do ataque à Venezuela, o preço do petróleo já acumula aumento ao redor de 10% em apenas cinco dias de negociação. Nesta quarta-feira (14), a cotação do barril sobe mais 1,7%, para US$ 66,62, por temor de que os Estados Unidos realmente façam um ataque ao Irã, com risco de retaliações que afetem o mercado.
No Brasil, a reação segue moderada, inclusive no dia em que dólar e bolsa subiram, o que não é usual. A moeda americana avançou 0,49%, para R$ 5,402, enquanto o Ibovespa, a menos de uma hora do fechamento, tem alta expressiva de 1,7%.
No mercado financeiro, também pesa a preocupação com a perseguição jurídica ao presidente do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), Jerome Powell, que suscitou dúvida sobre a autonomia futura da instituição.
No mercado, circula a informação de que navios comerciais se afastaram dos limites portuários do Irã, enquanto aumenta a tensão entre o comando da teocracia e os Estados Unidos. A medida de precaução objetivaria maior segurança, porque a proximidade dos portos representa maior risco de danos colaterais em caso de ataques aéreos contra infraestruturas próximas.
— O Irã é o centro nevrálgico do mercado global de petróleo — define Ben Cahill, diretor de mercados e políticas de energia do Centro de Análise de Sistemas Energéticos e Ambientais da Universidade do Texas.
O país não só tem uma expressiva contribuição no abastecimento como ainda controla o Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do petróleo que circula pelo mundo.





