
Na movimentada sexta-feira (23), houve um sinal para a redução do preço da gasolina pela Petrobras anunciada nesta segunda-feira (26). A estatal fez um leilão do combustível – parte de sua nova estratégia de definição de valor –, e vendeu um volume abaixo do que o ofertado.
O leilão tinha 550 milhões de litros de gasolina disponíveis – cerca de um quarto do consumo mensal no Brasil – mas 186,3 milhões de litros não foram arrematados.
A interpretação foi de que as distribuidoras já estavam abastecidas com grande quantidade de gasolina importada, porque o produto estava mais barato no Exterior.
Embora neste início de ano a cotação do petróleo tenha subido com a tensão entre Estados Unidos e Irã, ainda está em níveis historicamente baixos. Nesta segunda-feira (26), recua 0,5%, para US% 65,53 por barril. Se o valor cai abaixo de US$ 60, já é considerado nível crítico, por não remunerar boa parte dos investimentos no setor. E isso chegou a ocorrer logo depois da invasão da Venezuela pelos EUA.
Esse mecanismo de leilões da Petrobras ajuda a proteger o mercado doméstico de manutenção dos preços em níveis artificiais. Se a estatal demora para ajustar os valores cobrados, as distribuidoras aumentam a importação e compram menos da principal fornecedora nacional. Claro, não é um bom negócio para a gigante.






