
O dia começou com dólar abaixo de R$ 5,20 e Ibovespa acima de 185 mil pontos, mas a euforia cedeu durante esta quarta-feira (28). A moeda americana encerrou no zero a zero e brincou de câmbio fixo por um dia: cravou R$ 5,205, cotação quase idêntica à da véspera. A bolsa avançou 1,52% e renovou recorde nominal em 184,6 mil pontos.
Com expectativa de manutenção dos juros nos EUA e no Brasil, o mercado focou a atenção na comunicação após as reuniões de política monetária. O Federal Reserve (Fed, o banco central americano) interrompeu o ciclo de flexibilização e manteve a taxa na faixa de 3,5% a 3,75% ao ano. O comunicado foi lido como levemente mais conservador, o que desinflou parte do otimismo do mercado.
Enquanto isso, o ouro segue sua trajetória de alta imparável: subiu mais 4% na sessão e encerrou em US$ 5,3 mil por onça-troy pela primeira vez na história nesta quarta-feira (28). Foi impulsionado pela demanda por ativos seguros, em meio à perda de força do dólar e dos riscos geopolíticos no Oriente Médio.
Pelo mesmo motivo, mesmo sem um grande salto no dia – subiu cerca de 1% –, o petróleo atingiu US$ 68,38 nesta quarta-feira, valor mais alto em quatro meses, depois das novas ameaças dos EUA contra o Irã e respostas no mesmo tom dos aitolás.
O presidente americano, Donald Trump, sugeriu que pode ocorrer um ataque, aumentando as preocupações sobre possíveis interrupções no fornecimento de petróleo iraniano. A cotação do barril do tipo brent, referência internacional, acumula alta de 10% só neste mês.
*Colaborou João Pedro Cecchini


