
Os investidores apertaram o acelerador da euforia com mercados emergentes. O dólar recuou 0,67% e fechou em R$ 5,284 nesta quinta-feira (22), abaixo de R$ 5,30 pela primeira vez desde novembro passado. O principal índice da bolsa de valores brasileira (B3), o Ibovespa, acentuou a disparada e, avançou mais 2,2% e alcançou 175,5 mil, novo recorde nominal.
O alívio com o megarrecuo do presidente dos EUA, Donald Trump, depois das ameaças à Groenlândia , não teve efeito só na quarta-feira (21). Estendeu-se por mais um dia a onda de enfraquecimento dos ativos americanos e a volta do chamado "apetite ao risco", intensificada com o aumento das tensões geopolíticas.
Segundo o jornal Valor Econômico, investidores estrangeiros injetaram R$ 8,7 bilhões nas ações brasileiras do início do ano até o dia 20, o que reflete o maior otimismo com mercados emergentes. Por isso, fontes habituais de pressão interna, como a situação fiscal e a disputa eleitoral, perderam força.
Dados da economia dos EUA apresentados nesta quinta-feira vieram perto do esperado pelo mercado e mostraram crescimento saudável da atividade, apesar dos riscos geopolíticos e relacionados a tarifas. Isso contribuiu para projeção de corte do juro americano, se não no curtíssimo prazo, ao menos perto da metade do ano.
*Colaborou João Pedro Cecchini



