
Depois de uma pausa na véspera, o mercado financeiro retomou o bom desempenho nesta terça-feira (27). O dólar teve forte queda de 1,41%, ficou perto de cair um patamar e fechou em R$ 5,206, menor valor desde maio de 2024. O principal índice da bolsa de valores brasileira (B3), o Ibovespa, subiu 1,79% e alcançou 181,9 mil pontos, nível nominal inédito na história.
O fluxo de capital estrangeiro segue turbinando os principais ativos locais. O volume de recursos que chegou a B3 por essa via alcançou R$ 17,7 bilhões em janeiro até o dia 23, atualização mais recente disponível, quantia que já corresponde a 66% do total injetado por investidores de fora do país na bolsa no ano passado.
As tensões geopolíticas provocadas por Donald Trump provocaram redução nas apostas em ativos americanos, do dólar aos títulos do Tesouro, os Treasuries. Essa dinâmica de rotação favoreceu a entrada de dinheiro em mercados emergentes, como o Brasil.
No cenário doméstico, o IPCA-15 de janeiro, apresentado nesta terça-feira, subiu 0,2%, abaixo dos 0,25% esperados pelo mercado. Isso mexeu com as expectativas de juro e impulsionou o desempenho de ativos locais. Ainda assim, a maior parte dos economistas prevê manutenção da Selic na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) desta quarta-feira (28).
*Colaborou João Pedro Cecchini





