
O dólar abriu 2026 como fechou o ano passado: com forte baixa de 1,18%, para R$ 5,424. Só faltou uma nova mudança de patamar como a que marcou o último dia útil de 2025. Ao longo do dia, a menor cotação foi de R$ 5,4195. Chegou a ficar a menos de dois centavos do rompimento de duas fronteiras em dois dias de negociação com poucas operações.
Um dos motivos para o alívio cambial é o fim da temporada de remessa de lucros e dividendos por parte de multinacionais com unidade no Brasil, que ocorre sempre nos meses de dezembro.
Conforme o Banco Central (BC), o movimento financeiro até 26 de dezembro de 2025 terminou com saída líquida de US$ 15 bilhões, resultado de compras de US$ 61,8 bilhões e vendas de US$ 76,8 bilhões. O fluxo cambial geral (toda entrada e saída de dividas) em dezembro ficou negativo em US$ 8,4 bilhões até o dia 26.
Como é facilmente observável pelo comportamento do dólar no início de 2025 – a moeda circulava no patamar de R$ 6 e terminou o ano com queda ao redor de 11% em relação ao último dia útil de 2024 – o primeiro pregão não significa tendência.
Ao longo deste ano, um dos motivos de flutuação no câmbio deve ser a a troca na presidência do Federal Reserve (Fed, banco central dos Estados Unidos), prevista para maio. O presidente Donald Trump já avisou que fará sua indicação ainda neste ano.
Há dois Kevins favoritos para a presidência do Fed: Hassett, diretor do Conselho Econômico Nacional da Casa Branca, e Warsh, ex-diretor do Fed. Em dezembro, Trump também citou Christopher Waller, que compõe a atual diretoria.
Outro será a eleição. O dólar será impactado tanto a partir de resultados de pesquisas de intenção de voto quanto por declarações dos candidatos e seus impactos na economia.



