
Uma reunião realizada na tarde desta segunda-feira (12) entre Banco Central (BC) e Tribunal de Contas da União (TCU) terminou com o presidente do tribunal, Vital do Rego Filho, declarando que a inspeção sobre a liquidação do banco Master será mantida, inclusive com a concordância do BC. No entanto, o panorama nos bastidores indica que a maioria dos ministros é contrária a essa medida.
Afinal, a cada dia surge nova suspeita sobre o Master. Na semana passada, surgiu a informação de que o INSS apura irregularidades em mais de 250 mil contratos de empréstimo consignado com o Master. Conforme a área técnica do órgão de previdência, em 74% dos empréstimos, o banco não apresentou sequer o contrato, o que foi considerado "falha grave e insanável". Nos entregues, há falhas absurdas, como falta de informações sobre taxa de juro e número de parcelas.
Depois de frear a ofensiva monocrática de Jhonatan de Jesus, que havia pedido essa espécie de auditoria "com urgência máxima", Vital do Rego tenta preservar a imagem do TCU, mas quanto mais busca emendar, pior fica o soneto.
O TCU tem todo o direito de fiscalizar gastos do BC se tiver suspeitas sobre excessos de viagens, por exemplo, mas não é uma casa revisora de decisões de órgãos autônomos. Vital do Rego já descartou a hipótese de "desliquidar" o banco de Daniel Vorcaro, mas há investigações mais importantes para fazer: a do INSS é um bom exemplo.




