
Depois de dias com mira no Exterior, da Venezuela ao Irã, passando pela Groenlândia, o mercado financeiro ajustou o foco interno nesta sexta-feira (16). O dólar quase parou: oscilou só 0,08% para cima, sem mudar de patamar – fechou em R$ 5,372 – e a pouco menos de uma hora do fechamento, a bolsa cai 0,6%, para 16,6 mil pontos no dia seguinte a um novo recorde histórico.
No Brasil, o IBC-Br avançou 0,7% em novembro em relação a outubro, segundo o Banco Central. Ficou acima da expectativa, que estava ao ao redor de 0,4%, e reforçou a percepção de atividade econômica ainda forte, apesar do juro alto. Foi um banho de água fria para quem ainda esperava corte na Selic no dia 28.
Após o tombo da véspera, o petróleo voltou a subir, embora tenha moderado a alta no final da tarde para 0,4%, para US$ 64. O risco de ataque dos Estados Unidos ao Iraque diminuiu, mas a ameaça ainda está no radar dos investidores, que também reagiram a dados da economia americana mais fortes, o que significa maior demanda.
No caso da bolsa, que teve reação mais forte, também houve movimento de realização de lucros, quando investidores desmontam posições para embolsar o ganho dos últimos dias.




