
Indústria de salgadinho ligada à memória afetiva dos gaúchos, a Pastelina está explorando o mercado internacional. Na primeira venda da empresa para fora do país em sua história de 76 anos, 15 mil pacotinhos desembarcaram na Flórida, nos Estados Unidos, curiosamente para onde as exportações do Rio Grande do Sul diminuíram com tarifaço.
A empresa teve de fazer alterações na embalagem para entrar no mercado americano, operação realizada com a distribuidora Zap Foods USA, que também tem parceria com outras companhias brasileiras. O sabor, no entanto, é o mesmo que atravessa gerações de gaúchos, garante Valéria Anhaia, gerente de marketing da Pastelina:
— O produto que o gaúcho está comendo é o mesmo produto que o americano e os brasileiros que moram lá vão comer. A regulamentação é diferente, mas o produto é exatamente igual.
Segundo a executiva, o primeiro envio ao Exterior não teve complicação adicional por conta do tarifaço. É a Zap Foods USA que paga a alíquota de importação para a Pastelina entrar nos Estados Unidos.
— Começamos uma reestruturação na parte comercial no segundo semestre do ano passado, de realmente fincar os pés no Rio Grande do Sul e ampliar presença em Santa Catarina. Acabaram surgindo oportunidades que não esperávamos e percebemos que não era tão difícil assim exportar — conta Valéria.
A empresa prevê crescer no Estado vizinho sobretudo em cidades litorâneas – que recebem muitos gaúchos –, como Florianópolis, Balneário Camboriú e Palhoça. Ainda não há planos para aumentar as vendas para fora do país, até porque os envios aos Estados Unidos são sob demanda, mas Portugal está no radar, adianta Valéria.
*Sob supervisão da jornalista Marta Sfredo





