
Para quem não acompanha o dia a dia do mercado, pode parecer estranho, mas é isso mesmo: a bolsa subiu 1,07%, para 162,4 mil pontos, nesta segunda-feira (15) porque a atividade econômica encolheu. O resultado do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) foi negativo em outubro, pela segunda vez consecutiva no ano, além das primeiras piscadas em maio e junho.
Foi uma retração discreta de 0,2%, mas o mercado leu como mais um elemento que pode acelerar o corte de juro no Brasil. Com juro menor, quem sabe mais gente se disponha a correr risco na bolsa de valores. Aliás, contrariando todas as projeções, muita gente que apostou em ações ganhou mais do que em renda fixa neste ano.
As ações da Braskem, que chegaram a subir 4% depois do anúncio de acordo de venda do controle da petroquímica, fecharam em queda de 2,39%.
Apesar de o comunicado do Comitê de Politica Monetária (Copom) do Banco Central (BC) não ter dado alento a quem espera corte da taxa Selic já em janeiro, esse novo resultado que mostra que o juro alto está produzindo os resultados esperados, tanto na redução da velocidade da economia quanto na desaceleração da inflação.
O relatório Focus publicado também nesta segunda-feira (15) teve redução nas projeções do IPCA. A dominante para este ano foi de 4,40% para 4,36%, e as de 2026, de 4,16% para 4,1%.
O dólar é que não se comoveu: oscilou 0,23% para cima, para R$ 5,423. No mercado, o temor é de que o ano eleitoral volte a provocar elevação dos gastos públicos, com maior risco para o equilíbrio fiscal e maior ameaça para a trajetória da dívida.




