
O jornalista Anderson Aires colabora com a colunista Marta Sfredo, titular deste espaço.
Em tese, quando o Fed (Federal Reserve, banco central dos EUA) corta o juro, o dólar perde força. Nesta quarta-feira (10), no entanto, apesar de a autoridade monetária ter reduzido a taxa para a faixa de 3,50% a 3,75%, menor nível em cerca de três anos, a moeda americana... teve alta de 0,62%, para R$ 5,469.
Como a decisão era amplamente esperada, não fez muito efeito no mercado financeiro doméstico. O que ainda traz estresse é o cenário eleitoral do Brasil.
A pré-candidatura de Flávio Bolsonaro, que tende a enfraquecer a chance de Tarcísio de Freitas, favorito do mercado, de participar da disputa presidencial, trouxe incerteza à eleição no próximo ano.
Nem mesmo a inflação dentro do teto da meta teve efeito positivo no mercado financeiro. O foco eleitoral segue no centro das negociações.
*Colaborou João Pedro Cecchini






