A promessa era de viabilizar o projeto em até três meses a partir de junho de 2024, mas casas de R$ 110 mil construídas com doações privadas para atender atingidos pela inundação em Muçum serão entregues nesta sexta-feira (19) ainda de forma parcial. A decisão, conforme o Movimento União BR, foi do governo do Estado. A organização não participará da agenda do Piratini.
O governo gaúcho anunciou a doação de 84 casas em Encantado, Muçum, Nova Bréscia e Nova Alvorada. Só as 30 de Muçum têm recursos do União BR, ao redor de R$ 10 milhões. Faltam 12 e, depois das contenções, será estudada a possibilidade de o terreno abrigar mais oito casas. Em comunicado aos parceiros, a organização afirma que, em dezembro, as "responsabilidades do poder público" foram solucionadas.
Isso se refere a estruturas hidráulica e elétrica, muros de contenção e pavimentação, entre outros compromissos dos governos estadual e municipal. O terreno foi disponibilizado pela prefeitura, e todas as intervenções necessárias para construção das casas foram realizadas pelo governo do Estado. As casas, reforça a organização, estão concluídas desde meados de agosto.
"O governo do Estado do RS optou por uma inauguração parcial e entregará uma parte das casas aos moradores da localidade no final desta semana. Estamos felizes em saber que parte da população que sofreu tanto passará um Natal em paz com uma casa digna, climatizada e mobiliada", afirma o União BR no comunicado.
— Nossas casas têm móveis, eletrodomésticos, cobertores, ventiladores, talheres, panelas. Caprichamos ao máximo porque o que nos interessa são as pessoas — disse à coluna Tatiana Monteiro de Barros, fundadora da organização.
Como o projeto não está concluído e pela dificuldade de conciliar agendas dos doadores nesta época, o União BR marcou outra data para marcar a conclusão total das obras em Muçum: 10 de fevereiro. Vai trazer ao Estado executivos das empresas que fizeram doações para a reconstrução do Estado.
O que é o Movimento União BR
Organização especializada em campanhas em emergências e catástrofes. Criada na pandemia de covid-19, em 2020, na enchente de maio de 2024 passou a centralizar doações de grandes empresas ao RS. Construiu escolas e moradias para reparos da enchente de setembro de 2023. A organização é apartidária e não tem qualquer ligação com partido político quase homônimo.
Os principais doadores
Itaú Unibanco, Itaúsa, Vibra, Leroy Merlin, Instituto Leroy Merlin Obramax, Vedacit, Astra, Japi, Instituto Oliva, Siemens, Siemens Energy, Siemens Healthineers, Siemens Caring Hands e V., Latam, Gerdau, Instituto Helda Gerdau, Regenera RS, Banco Safra, Febraban, MCF Consultoria, Brum, Instituto PHI, Instituto da Criança, VNP Advogados, Grand Thorton, FSB, Esportes da Sorte, Esmaltec, C6 Bank, Fundação Amor Horizontal, Instituto Stone, Mirolog, Agência Multicase, BrazilFoundation, Brazil Soul Fund, Parque Caracol, Grupo Iter, Banco Santander, Suvinil, Hops Company, Bewing Hope RS, Instituto Conceição Moura, Tramontina, Movimento Bem Maior, Vakinha, N.idéias, Fundação Marcopolo, Lorenzetti, Zurich Seguradora, Zurich Santander, Neymar JR, Construtora Barbosa Mello, Takeda, Ulbra, Eliane Revestimentos, McCall MacBain Foundation, Mills, Klabin, Instituto Far Hinode, Instituto Quadra, Alstom Foundation, Vitol Foundation, Docket e OKN.





