
O jornalista Anderson Aires colabora com a colunista Marta Sfredo, titular deste espaço.
Os tantos recordes batidos neste ano pelo principal índice da bolsa de valores brasileira (B3), o Ibovespa, levaram o indicador a um patamar inédito nesta terça-feira (2). A referência no mercado acionário do país subiu 1,56% e fechou o dia em 161 mil pontos pela primeira vez na história.
Parece um pouco controverso, mas o Ibovespa, composto pelas ações de empresas mais negociadas, renovou a máxima história pelo mau desempenho da indústria. A produção industrial brasileira cresceu 0,1% em outubro em relação ao mês anterior, abaixo da expectativa do mercado, que era de alta de 0,5%.
O dado reforçou a leitura de que a atividade econômica do país está desacelerando, o que abre espaço para o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) reduzir o juro básico em janeiro de 2026.
Uma redução na Selic significa alívio no freio imposto à economia, o que tende a impulsionar ações de empresas.
Os ativos domésticos também reagiram a novas informações sobre cenário eleitoral brasileiro, com piora na avaliação do governo de Luiz Inácio Lula da Silva e melhora na tração de uma possível candidatura do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas.
À coluna, o atual diretor de macroeconomia do ASA e ex-diretor do BC, Fabio Kanczuk, afirmou que as expectativas com uma vitória da direita nas eleições presidenciais de 2026 têm influenciado no fluxo de capital estrangeiro. Com isso, depois de ter subido na última segunda-feira (1º), o dólar recuou 0,52% e fechou em R$ 5,33.
*Colaborou João Pedro Cecchini



