
O jornalista Anderson Aires colabora com a colunista Marta Sfredo, titular deste espaço.
O bom humor no mercado financeiro ficou para trás. Depois de ter começado a semana perto de R$ 5,30, o dólar encerrou esta sexta-feira (5) no maior patamar desde 16 de outubro. A cotação da moeda americana disparou 2,31% e alcançou 5,433. O principal índice da bolsa de valores brasileira (B3), o Ibovespa, desabou 4,31%, para 157,3 mil pontos, perto do fechamento.
Em geral, movimentações tão diferentes não têm só uma causa, mas várias. Desta vez, no entanto, uma informação no cenário político brasileiro se sobressaiu e guiou as negociações.
A piora no mercado financeiro ocorreu após a notícia de que o ex-presidente Jair Bolsonaro escolheu o filho Flávio, senador no Rio de Janeiro, como seu candidato à Presidência nas eleições de 2026. A leitura é de que a opção de Jair Bolsonaro enfraquece a candidatura do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, favorito do mercado financeiro.
A bolsa, que operava no recorde, acima de 165 mil pontos, chegou a perder 2 mil pontos em cerca de 10 minutos, no início da tarde, logo depois da publicação da notícia. Operadores também citam as altas seguidas na bolsa e as quedas consecutivas no dólar como um elemento que gerou maior volatilidade nos ativos.
*Colaborou João Pedro Cecchini


