O jornalista Anderson Aires colabora com a colunista Marta Sfredo, titular deste espaço.

Mesmo em um cenário interno e externo cercado por incertezas, a Lojas Renner projeta um crescimento anual de receita entre 9% e 13%, a abertura de 140 a 170 novas unidades e o crescimento contínuo do canal digital nos próximos cinco anos. A projeção da gigante do setor varejista de vestuário foi divulgada nesta segunda-feira (8) durante o Investor Day, evento da companhia que explanou as principais metas do negócio para o ciclo entre 2026 e 2030.
Questionados por jornalistas sobre a viabilidade de manter essa expansão mesmo em um período com ano eleitoral no Brasil e mercado internacional tenso, os diretores da empresa destacaram que essa estratégia é bancada pela estrutura do negócio.
— Temos muito mais caixa do que dívida. A gente consegue fazer isso num cenário atual, por exemplo, com taxa de juro alta, sem alavancagem, sem precisar tomar a dívida, porque a geração de caixa nossa é bastante robusta — destacou o CEO da empresa, Fabio Adegas Faccio.
Sobre a abertura de novas lojas, tanto o CEO quanto o CFO (diretor financeiro) da Lojas Renner, Daniel Martins dos Santos, destacam que o plano é baseado em alguns eixos principais, como foco geográfico em cidades e praças onde a companhia ainda não está presente. A expansão deve pegar todas as regiões do país, incluindo o RS.
— Nós já temos 90 lojas que operam em cidades de até 200 mil habitantes, que são lojas rentáveis, com venda adequada, que tem o custo de operação adequado, que apresentam rentabilidade superior à média. Então, não estamos criando uma coisa totalmente nova, nós estamos aproveitando as oportunidades que ainda existem — afirmou Santos.
Os executivos da empresa estimam que essas novas cidades representam um potencial de R$ 2 bilhões de demanda.
Digitalização
Nos últimos anos, a Renner se destacou por iniciativas digitais e tecnológicas, como uso de etiquetas com chips para autoatendimento em lojas físicas, por exemplo. O CEO da companhia destacou que esse foco em inovação e digitalização seguirá no próximo ciclo:
— A inovação vai estar cada vez mais presente, seja num produto mais assertivo para os nossos clientes, em melhores recomendações, numa jornada mais fluída no on e no off. O uso de todo esse investimento é em prol do nosso cliente, que acaba retornando para a gente como resultado.
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