
Ainda que represente uma mudança significativa para o Brasil, a retirada da tarifa adicional de 40% sobre alimentos como carne, café e frutas não livra de sobretaxa nenhum dos 10 produtos mais exportados do RS para os EUA.
Seis dos 10 principais bens exportados para o mercado americano ainda têm tarifaço de 50% (veja lista abaixo), entre os quais um é do segmento de alumínio, que teve taxa setorial de 50% aplicada em junho, e cinco pagam imposto de importação que resulta da soma de tarifa "recíproca" (10%) mais "punitiva" (40%, no caso do Brasil).
Outros três dos 10 também estão sujeitos a alíquotas setoriais, mas entre 10% e 25%. O único isento é a pasta química de madeira usada como matéria-prima para celulose, que já estava zerada desde setembro. O levantamento é da Unidade de Estudos Econômicos da Federação das Indústrias do RS (Fiergs).
A divisão adotada é a Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM), que dá maior nível de detalhamento aos produtos.
Juntos, os 10 principais produtos exportados do RS para os EUA somaram US$ 907,1 milhões em vendas ao mercado americano em 2024, praticamente metade do total enviado pelo Estado para lá no ano passado.
O primeiro dos novos produtos isentos de tarifa a aparecer na relação de itens gaúchos mais comprados pelos EUA é a carne desossada de bovino congelada. Mas está só na 17ª posição da lista, com US$ 22,1 milhões em exportações em 2024. Realmente, a medida anunciada na última quinta-feira (20) tem pouco impacto sobre a economia do Estado.
*Colaborou João Pedro Cecchini



