
Ainda não existem provas, mas há suspeitas de que teria vazado a operação Compliance Zero, da Polícia Federal (PF), com seis mandados de prisão e 25 de busca e apreensão. O precipitado anúncio de venda das operações, feito na segunda-feira (17), teria sido uma tentativa de evitar a liquidação do banco, como ocorreu nesta terça-feira (18).
O plano apresentado era vender três divisões: o Master SA ficaria com a Fictor e investidores árabes – a alegação de Daniel Vorcaro para estar tomando um jatinho em Guarulhos seria ir até Dubai –, o digital (willbank) ficaria com o fundo soberano de Abu Dhabi, o Mubadala, e o Banco Master de Investimento (BMI) ficaria com dois grupos de investidores, um do Reino Unido e outro de acionistas árabes.
Esse braço do Master teve "origem gaúcha", como relatou à coluna, em 2023, o então diretor-executivo de investment banking do banco, Reinaldo Hossepian. O BMI nasceu por meio da compra da licença de funcionamento (substituta da antiga carta-patente) do Banco Vipal, do grupo de Nova Prata, em 2021.
Como se trata de operação comercial, a conexão do Master com o Estado é limitada, mas o BMI fez questão, na época, de abrir em Porto Alegre sua primeira unidade fora de São Paulo. Isso significa que muitos clientes gaúchos podem precisar recorrer ao Fundo Garantidor de Crédito (FGV) para compensar eventuais perdas.






