
Entre a confusão provocada pelo comunicado do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central e o mergulho no vermelho das bolsas americanas provocado por nova onda de inquietação com risco de estouro da bolha da inteligência artificial, o mercado financeiro no Brasil optou pela cautela.
Embora tenha tocado em 154 mil pontos durante o dia, a bolsa moderou o entusiasmo à tarde e fechou com oscilação de 0,03% para cima, em 153,3 mil pontos. Mesmo assim, conseguiu garantir o nono recorde consecutivo. O dólar também variou pouco, só 0,24% para baixo, fechando em R$ 5,348.
A redução no entusiasmo na bolsa tem relação com o que ocorre em Nova York. Lá, o dia foi outra vez negativo, com queda mais acentuada na Nasdaq, a de tecnologia, de 1,9%. Os principais índices da bolsa de Nova York também tiveram baixas fortes, de 1,19% no S&P 500, o mais abrangente, e de 0,84% no Dow Jones, o mais tradicional. Esse movimento é atribuído a movimento de correção nos preços das ações de tecnologia, principalmente nas relacionadas a inteligência artificial.
Os investidores passaram a ficar mais atentos aos valuations (estimativa do valor de cada empresa refletido no preço das ações), quando já existem ao menos três companhias do setor com valor de mercado acima de US$ 4 trilhões — Nvidia, Microsoft e Apple. Para dar uma ideia, valor maior do que esse, só nos PIBs das duas maiores economias do planeta, Estados Unidos e China.






