Depois de vender 2 mil pares de tênis feitos de borracha natural e caroço de açaí na COP30, encerrada no sábado (24), a Seringô, empresa do Pará que tem parte de sua produção feita no RS, abrirá ponto físico em Belém no próximo dia 4. Os calçados da marca também foram usados pelos voluntários da conferência, mas o modelo oficial do evento não estava à venda.
A Seringô fez o lançamento de sua loja virtual durante a COP30 (acesse aqui), e também operou dois locais de venda em Belém com o Banco do Brasil e com a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).
A parceria com o banco estatal será ampliada, e a Seringô passará a oferecer seus produtos em ambiente digital para clientes da instituição. O novo estabelecimento físico também ficará em uma agência bancária. A empresa entrega para todo o Brasil, com calçados ecológicos a partir de R$ 520. O tênis da COP30 não está disponível para venda.
— Era um produto específico para os voluntários, mas teve uma busca enorme. Os dois produtos que temos hoje são o tênis feito de algodão orgânico e o produzido com tecido de juta (fibra natural) da Amazônia. O cliente pode comprar o tênis e colocar a logo da COP30 — diz o diretor da Seringô, Lauro Samonek.
Os calçados têm rastreabilidade certificada pela empresa suíça que fabrica a tinta para impressão de 90% das cédula das moedas do mundo, incluindo dólar, euro e franco suíço, a Sicpa. Um selo com QR Code garante que o produto é original e permite que o consumidor acompanhe toda a trajetória de fabricação: da extração do látex à confecção final.
— Participamos de seis painéis na COP30. Os resultados de divulgação foram muito bons. Fizemos uma apresentação para indígenas Kayapó, do sul do Pará, que mostraram interesse em desenvolver a produção de borracha — afirma o fundador da Seringô, Francisco Samonek.
Na conferência do clima, a empresa também fez acordo com a Fundação Certi, centro de inovação da Universidade Federal de Santa Catarina (Ufsc), para estudar a internacionalização da marca.
*Colaborou João Pedro Cecchini




