
Não passaram sem sustos os primeiros cinco anos do Pix – começou a ser usado sem restrições em 16 de novembro de 2020, em plena pandemia. Sua estrutura já foi alvo de um dos maiores ataques da história do Brasil, em julho passado, com "réplicas" posteriores.
Mas os dados mostram um claro sucesso: em dezembro, deve alcançar a cifra de R$ 7 bilhões ao mês em movimentações. E somadas todas as operações, do início até agora, o Pix já girou R$ 84,9 trilhões, mais de sete vezes o PIB anual do país em 2024 (R$ 11,7 trilhões).
O Banco Central, que implantou o Pix, adotou regras mais apertadas para evitar ataques, seja os contra os sistemas, por meio de hackers, ou os de "engenharia social", quando pessoas são convencidas a colaborar, mediante pagamento ou ameaça, com os criminosos. Em seguida, tomou outra decisão que, sim, está relacionada: suspendeu outro projeto ambicioso, o de criação do real digital, o Drex.
Oficialmente, o BC informou que o desligamento da plataforma DLT (sigla em inglês para tecnologia de registro distribuído) não é o fim do Drex e afirmou estar buscando outras possibilidades de uso, mas no sistema financeiro o diagnóstico veio antes do anúncio oficial: o real digital ficou no caminho tanto pelo sucesso quanto pela fragilidade exposta no Pix.
Com novas ferramentas, como o Pix Automático, agora a solução que alcança de vendedor ambulante e prestador de serviços a grandes companhias deve se tornar também uma solução para empresas. Parte vai se voltar para os stablecoins, parte será atendida por essa e novas funcionalidades do Pix. Afinal, segundo o insuspeito Movimento Brasil Competitivo, nesses primeiros cinco anos já permitiu economia de R$ 117 bilhões para pessoas e empresas.





