
Quando o mercado financeiro passa por uma fase de altas seguidas, chama esse movimento de "rali". Uma sequência de 12 recordes nominais seguidos foi interrompida nesta quarta-feira (12) na bolsa de valores brasileira (B3). E por um triz: depois de passar o dia em baixa, discreta porém decidida, buscou estabilidade perto do fechamento e encerrou com oscilação para baixo de apenas 0,07%, em 157,6 mil pontos.
O dólar também teve uma jornada de correção, depois de tocar, na véspera, o menor nível desde junho de 2024. A moeda americana subiu 0,27%, para R$ 5,292.
Um ajuste para realizar os lucros, ou seja, embolsar os ganhos desse rali, era esperado depois de altas fortes em ações de empresas brasileiras. Foi o que ocorreu, com ajuda da queda (3,5% nos preferenciais, os mais negociados) nos papéis da Petrobras, por sua vez provocada por baixa de tamanho semelhante (3,8%) na cotação do barril de petróleo.
O dólar também se fortaleceu globalmente após a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, dizer que dados de outubro sobre emprego e inflação nos Estados Unidos provavelmente "nunca serão divulgados". As informações não foram publicadas por causa do shutdown (paralisação dos serviços federais). A fala de Leavitt trouxe preocupação quanto ao futuro do juro americano.
*Colaborou João Pedro Cecchini






