
Depois de dois bons trimestres para as Lojas Renner, veio... um terceiro. De julho a setembro, a companhia gaúcha teve lucro líquido de R$ 279,4 milhões, 9,4% acima de igual período de 2024. Nos nove primeiros meses do ano, acumula R$ 900 milhões nesse indicador. E poderia ter sido ainda melhor se um inesperado outono frio não tivesse provocado falta de roupas quentes, relata o CEO Fabio Faccio.
— Se tivesse mais, teria vendido mais. Poderíamos ter vendas de dois a três pontos percentuais maiores se tivéssemos mais estoque de itens invernais — estima o executivo.
Faccio explica que, como a Renner tem modelo ágil e flexível para fazer mais pedidos – ao redor de 70% de suas vendas são de produtos nacionais – poderia ter reposto, mas diante de projeções de que as baixas temperaturas não se estendessem tanto, decidiu não fazer isso.
— Na verdade, o frio continuou, e ficamos com estoque menor.
Não chegou a ser um grande problema, porque o resultado foi bom assim mesmo, mas deixou uma lição, diz Faccio: o processo de decisão para eventuais reforços de estoque teve prazos encurtados para o futuro. Aos consumidores, o executivo dá um conselho:
— Se gostou, leva.
Até o final do ano, a Renner pretende somar de 30 a 37 novas lojas. Até setembro, abriu 18, e deixou para este bimestre a maior parte das demais, por ser época de Natal. As vendas online da rede de varejo alcançaram 17% do total, quando os concorrentes semelhantes, segundo Faccion, têm de 6% a 7%.
— Não temos uma ambição, porque venda digital ou física é escolha do cliente. Mas olhando outros países, deve continuar crescendo. Na Europa, na Ásia e na América do Norte, o varejo de moda tem de 15% a 25% de vendas digitais, um pouco abaixo da média geral.
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