
Entra semana, sai semana, e a bolsa segue sua sequência de recordes sucessivos: nesta segunda-feira (10) foi o 11º seguido, com alta de 0,7%, para o nível inédito de 155,5 mil pontos. O dólar por pouco não "furou" o patamar de R$ 5,30, o que ainda não ocorreu neste ano: fechou com queda de 0,55%, em R$ 5,307. O motivo de todo esse bom humor é instável, mas efetivo: o acordo para acabar com o mais longo shutdown (paralisação dos serviços federais) da história dos Estados Unidos.
Embora só valha até janeiro de 2026, ou seja, por pouco mais de dois meses, o acerto tira uma incerteza de cenário por algum tempo. Um dos motivos de certo estresse cambial nas últimas semana estava relacionado ao apagão de dados provocado pelo shutdown: dados de emprego e outros essenciais sobre a economia americana foram adiados ou simplesmente não estavam disponíveis.
O mercado atuava com uma de suas principais bússolas avariadas. Com os ponteiros restabelecidos ao menos por algum período, bolsas subiram na maior parte dos países, enquanto o dólar recua ante moedas de países emergentes, como o real, enquanto os investidores reavaliam seu apetite por risco.
Além do cenário econômico, como em outras jornadas a agenda política também teve peso. A segunda-feira (10) foi marcada pelo retorno da especulação sobre uma eventual candidatura à Presidência do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Sempre que essa hipótese é considerada, o mercado tende a reagir de forma positiva.




