
O preço do petróleo disparou nesta quinta-feira (23), depois de dias de alívio sobressaltado com cessar-fogo e espantosas interrupções no conflito entre Hamas e Israel. A cotação que é referência global, a do barril tipo brent, decola 5,5% perto do fechamento no mercado em que ocorrem as negociações, o de Londres, para US$ 65,40.
O principal motivo da alta são novas sanções contra a Rússia anunciadas por Estados Unidos e União Europeia. As primeiras medidas adotadas pelo atual governo de Donald Trump contra seu "amigo" Vladimir Putin atingem duas petroleiras, Rosneft e Lukoil. O anúncio foi feito pelo secretário do Tesouro, Scott Bessent, que atribuiu a decisão "à recusa do presidente russo de terminar essa guerra sem sentido".
A reação verbal da Rússia às sanções de Trump, nesta quinta-feira (23) foi violenta e ficou a cargo do ex-presidente e vice-presidente do Conselho de Segurança do país, Dmitry Medvedev:
— Os EUA são nosso inimigo, e seu falastrão pacificador agora entrou de vez no caminho da guerra contra a Rússia. As decisões tomadas são um ato de guerra contra a Rússia. E agora Trump se solidarizou completamente com a insana Europa.
No caso da UE, trata-se do 19º conjunto de sanções, que desta vez atingem bancos russos, bolsas de criptomoedas e "entidades" da Rússia na China e na Índia. Ainda prevê "bloqueio total" a importações de gás natural liquefeito (GNL), mas só a partir de 2027. A Europa ainda depende desse combustível para aquecimento no inverno.
Se uma perspectiva de paz regional frágil fez o preço recuar, agora a cotação sobe com temor, nada mais, nada menos, sobre a manutenção da paz mundial.






