
A disparada do petróleo se acentuou no final do dia e o barril do tipo brent fechou com alta de 5,4%, para US$ 66, nesta quinta-feira (23). O principal motivo é a sanção imposta pelos Estados Unidos contra a Rússia, que atingiu duas petroleiras, Rosneft e Lukoil. A primeira é uma das maiores do mundo, com 75% de capital estatal. A Lukoil é a segunda maior russa. Ambas são verticalizadas, ou seja, vão da exploração de óleo e gás à venda de combustíveis.
A reação verbal, a cargo do ex-presidente e vice-presidente do Conselho de Segurança do país, Dmitry Medvedev, foi violenta:
— As decisões tomadas são um ato de guerra contra a Rússia.
Apesar da tensão geopolítica, o dólar recuou 0,2%, para R$ 5,386, e a bolsa encontrou forças para subir 0,6%, para 145,7 mil pontos. Em boa parte, é efeito da subida das ações da Petrobras, que se valoriza quando o petróleo sobe. Nesta quinta-feira, os papéis da estatal avançaram 1%.
Na Argentina, que está em reta final para as eleições parlamentares, o dólar teve pequeno alívio nesta quinta-feira (23). No penúltimo pregão antes das eleições parlamentares de domingo, o dólar oficial (no varejo) teve leve baixa, mas seguiu acima de 1,5 mil pesos.
A sanção americana afeta toda a cadeia de petróleo. Uma das consequências é o esperado corte das compras das duas empresas por parte da Reliance, uma grande petroquímica da Índia. As petroleiras estatais chinesas devem fazer o mesmo.
*Colaborou João Pedro Cecchini




