
Quem já visitou o Museu Imperial, em Petrópolis, ou conhece as origens da família real que já comandou o Brasil não deve se surpreender tanto, mas um dos conjuntos mais relevantes roubados do Museu do Louvre, em Paris, já fez parte da riqueza ostentada pelos Orleáns e Bragança – e até de sua decadência.
As peças feitas com safiras naturais gigantes pertenceram à neta da princesa Isabel– sim, a que assinou a Lei Áurea – e estavam na família até 1985. A descendente, que também se chamava Isabel, faleceu em 2003. Foi para a sua família por herança da última rainha da França, Maria Amélia de Nápoles e Sicília, que deixou o histórico conjunto para suas descendentes.
Sem ligação direta com o Brasil, Maria Amélia da França teve um filho, François de Orleans, príncipe de Joinville, que se casou com a princesa Francisca de Bragança, irmã de dom Pedro II. E o conjunto de joias chegou à antiga família real por essa conexão.
Conforme o Guia do Louvre, o conjunto roubado era composto por um diadema (ou tiara) com 24 safiras de Sri Lanka e 1.083 diamantes, um colar com oito safiras e 631 diamantes, mais par de brincos, dois broches pequenos e um grande. Não há certeza se todas as peças foram roubadas ou só parte.
E segundo o mesmo guia, o conjunto voltou ao Louvre, que já foi moradia de reis franceses, porque o marido da neta da princesa Isabel, Henrique de Orléans, negociou as joias com o museu porque estava com "sérios problemas financeiros".
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