
No Brasil, a possibilidade de uma negociação do tarifaço de 50% com Donald Trump animou o mercado, mas não provocou grande entusiasmo. O dólar recuou 0,42%, para R$ 5,37. A bolsa chegou a superar o recorde intradiário de 147.578 pontos de 30 de setembro durante o dia, mas não sustentou. Mesmo moderando a alta para 0,54%, para 146,9 mil pontos e renovou o recorde de fechamento.
Não está claro como as tratativas vão evoluir entre as equipes técnicas de Brasil e Estados Unidos, mas já existe a expectativa de que algum acordo possa ser anunciado em dezembro, durante eventual visita de Luiz Inácio Lula da Silva a Washington.
O presidente brasileiro teria pedido uma "trégua" no tarifaço – uma suspensão na aplicação da alíquota de 50% na importação de produtos brasileiros –, mas até quem tem muita esperança de que isso ocorra em algum momento duvida que poderia ser anunciado nos próximos dias.
Onde houve euforia no mercado foi na Argentina. E Trump reivindicou crédito na "ajuda" ao país. Papéis negociados em Nova York que representam ações de empresas argentinas tiveram altas de até 47%, caso do Grupo Supervielle, do setor financeiro. Também decolaram os ADRs de BBVA (42%), Grupo Financiero Galicia (39%) e Transportadora de Gas del Sur (36%) . O risco-país voltou para a faixa de 1 mil pontos, depois de ter atingido 1,5 mil nas últimas semanas.
O dólar também reagiu bem, embora com um pouco mais de cautela: no varejo (oficial) caiu para 1.460 pesos, enquanto no atacado (referência de mercado) despencou 3,8%, para 1.435, depois de ter fechado em 1.492 na sexta-feira (24). A Argentina segue sem reservas e precisa conseguir divisas para pagar compromissos sem dar calote.
*Colaborou João Pedro Cecchini





