A implantação de uma mina de ouro em Lavras do Sul, na região da Campanha, vai somar investimento de de cerca de US$ 250 milhões (R$ 1,4 bilhão na cotação atual) para viabilizar a produção anual de 100 mil onças de ouro (3.120 kg), com geração de 850 empregos diretos, a partir de 2028.
Subsidiária da empresa canadense Lavras Gold, a Lavras do Sul Mineração (LDSM) estima já ter aplicado R$ 225 milhões em seu projeto que tem área de 23 mil hectares e 34 processos minerários ativos. Com duas sondas em operação, a empresa ainda está em fase de pesquisa mineral na região. Há pouco, a cidade foi destacada por seu papel na criação da geofísica no Brasil.
A onça troy de ouro (medida equivalente a 31,1 gramas), alcançou há poucos dias cotação recorde de US$ 4.381,52. Depois, até teve queda de quase 3%, mas segue em um dos patamares mais elevados da história. Em boa parte, é uma reação à depreciação do dólar provocada por decisões do presidente dos EUA, Donald Trump – como a moeda americana não é mais 100% segura, o ouro é uma alternativa. Com base no preço atual, a empresa estima pagar R$ 2,7 bilhões em impostos nos 10 primeiros anos de operação.
— O RS tem um potencial gigantesco para se tornar um dos principais Estados produtores de minérios no país — afirma o presidente da LDSM, Paulo Serpa, em nota.
O projeto em Lavras do Sul é considerado a principal frente de atuação da empresa no Brasil. A companhia também relata aportes em iniciativas socioambientais no local, como o Projeto Viver, para conservação do bioma Pampa por meio da organização de viveiros de mudas e hortas com as espécies típicas da flora regional.
*Colaborou João Pedro Cecchini





