
No mês passado, começou a correr o prazo – até agosto de 2029 – para a entrega de quatro navios do tipo handymax que serão construídos em Rio Grande, marcando a retomada da atividade naval no Estado. Para esse contrato há previsão de geração de empregos de 1,6 mil no pico, que sobe para 2,9 mil com eventual resultado positivo em outra licitação da Transpetro para produzir outro cinco navios, que deve ser definida nos próximos dias.
Mas os planos da Ecovix vão além: a empresa se prepara para duas outras disputas, conforme seu CEO, Robson Passos: um de navios empurradores e barcaças, que teve edital publicado na semana passada pela Transpetro. E se prepara, ainda, para participação de uma licitação para construção de navios chamados de "medium range", ou MR, que pode ser lançada entre o final deste ano e o início do próximo.
Parece muito, mas Passos argumenta que um dos critérios das duas licitações já realizadas, tanto do handymax quanto dos gaseiros, é a capacidade da infraestrutura para executar, além dos aspectos financeiros e legais. E isso, a Ecovix tem de sobra. Um dos ativos da empresa é o dique seco, segundo o executivo o "maior ao sul do Equador". E como disse o CEO em entrevista à coluna, somados o contrato confirmado ao que vê com boas possibilidades de ser, só 20% da capacidade instalada será utilizada.
E ainda pretende explorar possibilidades no setor privado. Nesse caso, o foco é atender ao interesse gerado por outro tipo de contratação da Petrobras: um contrato na modalidade de afretamento (aluguel), no qual garante ocupação das embarcações por 12 anos.
— São contratos de locação na casa de bilhões de dólares. O armador (construtor de navios) tem como obrigação construir o navio em estaleiros nacionais — detalha Passos.
O que é a Ecovix
Dona do Estaleiro Rio Grande, é uma empresa do Grupo Nova, dentro da Nova Participações. Tem como único acionista José Antunes Sobrinho, um dos sócios da antiga Engevix. Sob o guarda-chuva da Ecovix, há uma estrutura que é o FUP-RG Estaleiro, sob a qual estão as três áreas, ERG-1, ERG-2, ERG-3, que por sua vez tem uma participação da Funcef, o fundo de previdência da Caixa, de 25%.



